O Primeiro Feminista, Por John Carlin

Shakespeare era uma mulher! Um amigo nigeriano que vive em Nova York me ordenou um grande artigo da prestigiosa revista The Atlantic, que propõe que o escritor inglês era escritora. O comentário de meu comparsa foi: “Sim, e Elvis não morreu e vive na Lua”.

Minha primeira reação foi similar, no plano velho mal-humorado: “Onde vamos parar? Isto é como discursar que o presidente Trump é o estandarte mundial do respeito mútuo e da tolerância entre os povos. Lady Macbeth precisa ser o protagonista feminino menos vulnerável da literatura mundial.

É verdade que acabou suicidando, contudo não em razão de os homens abusaran dela, porém na culpa que sente por ter abusado deles. Apelando-se, precisamente, as vulnerabilidades masculinas (“és um homem ou um rato?”), convence seu carente marido de matar o rei da Escócia, o que provoca um banho de sangue que abafa a médio povo.

Se a Harvey Weinstein se lhe houvesse sucedido descer as calças e convidá-la a toquetearle na suíte de um hotel, não teria esperado dez anos pra denunciá-lo. Lhe tivesse cortado os ovos no ato. Quer dizer, a mulher que escreveu o artigo não começou bem.

Mas talvez não se passou tal, tal. Os argumentos que propõe uma vez que supera esse nanico ataque inicial me ajudam a comprovar uma ideia que circula na minha cabeça há qualquer tempo: que Shakespeare foi o primeiro feminista. Suas obras questionam-se a respeito da premissa de que, até há poucos anos, o único papel que a nação atribuía à mulher era o de a indefesa escrava, cuja tarefa pela vida consistia em obedecer aos homens.

Escritas no conclusão do século XVI e princípios do XVII, recebidos com entusiasmo pelo público de tua época, das peças de teatro de Shakespeare contêm uma mulher poderosa após a outra. Lady Macbeth é a mais assustadora, porém em Hamlet, como por exemplo, está claro que a ligação entre o rei e a rainha da Dinamarca, o que leva as calças é ela.

Na E l mercador de Veneza, o protagonista mais sagaz, inteligente e importante pro fim é Pórcia, que interpreta o papel de uma advogada. Em Antônio e Cleópatra, rainha do Egito é uma fiera ao lado de tua domado general romano. Um essencial crítico da época vitoriana, escreveu que “Shakespeare não tem heróis, só heroínas”.

Muitas delas se opõem às regras que a comunidade lhes necessita de. Dez (Julieta entre elas) se rebelam contra seus pais; seis estão ao mando de exércitos; inúmeras delas expressam a preocupação de estar presas em casamentos forçados ou nos que não há afeto. A poeta negra americana Maya angelou itália pontuações pensou, segundo o post do The Atlantic, que Shakespeare deve ter sido uma moça vítima de abuso sexual.

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“Se não, como poderia ter sabido o que eu entendo? “, perguntou angelou itália pontuações, depois de ler um de seus sonetos. O defeito consiste em concluir que só uma mulher poderia ter tido a generosidade de ceder tal destaque para as mulheres ou ter sido apto de remexer com tanta fidelidade pela pele de uma mulher.

Isso é negar a principal razão por que Shakespeare é um gênio, sua absoluta empatia com a infinita abundância de protagonistas que se concebeu. Ele é Lady Macbeth e Cleópatra e Pórcia, entretanto também é Marco Antônio, Júlio César, Otelo, Ricardo III, o Rei Lear e Shylock (o usurário de O mercador de Veneza).